Rolim de Moura,

Polícia
Mulher oferece R$ 20 mil a pistoleiro matar marido, e os dois são indiciados pela polícia no Cone Sul
Vilhenense nega ter intermediado a contratação do matador

Por Folha do Sul
Publicado 22/10/2019
Atualizado 22/10/2019
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Fotos: Cone Sul Acontece

A Polícia Civil de Colorado do Oeste indiciou, na semana passada, respectivamente como mandante e executor de um assassinato na zona rural do município, a dona-de-casa Neuraci Vieira Nogueira, e o trabalhador em fazendas da região, Adelino José de Jesus. Os dois teriam acertado a morte do agricultor Nilson Nunes Ribeiro, 63 anos.
 
O crime aconteceu no dia 25 de agosto deste ano, quando a vítima foi morta a tiros dentro de sua casa, num sítio na Linha 01. Na ocasião, Neuraci, que era esposa da vítima e 26 anos mais nova que o marido, estava na residência no momento do assassinato.
 
Ouvida na polícia na época do crime, a mulher contou que o marido estava em outro quarto, junto com um filho, quando foi baleado. Neuraci disse que apenas escutou o barulho dos disparos e, depois, notou uma motocicleta deixando a propriedade rural, sem reconhecer os assassinos.
 
O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso a parte do depoimento da acusada, após a descoberta de sua participação no homicídio, e no qual ela assume ter contratado Adelino para fazer o serviço. O valor combinado seria R$ 20 mil, mas o pagamento só seria feito após o crime ser consumado e ela receber a sua parte no inventário do marido. O assassino continua preso, e sem receber o pagamento, desde que foi identificado como autor da execução.
 
Outro trecho da investigação revela que, logo após receber o assassino, na área do fundo do sítio, e indicar o quarto onde Nilson estava, a mulher se direcionou para o cômodo do filho mais velho.
 
A mandante confessa justificou o homicídio alegando que apanhou várias vezes de Nilson, com quem foi amasiada por 14 anos, antes de se casar “de papel passado” em 2017. Esta, segundo ela, teria sido a motivação para mandar matá-lo.
 
VILHENENSE NEGA INTERMEDIAÇÃO
O site entrevistou um vilhenense que, segundo a acusada, teria lhe ajudado a encontrar o pistoleiro que mataria o marido dela. O homem, no entanto, não foi indiciado, mas aceitou conversar com o site, desde que seu nome não fosse revelado.
 
Morador do bairro Cristo Rei, o entrevistado disse que, dias antes do crime, Neuraci, com quem havia tido um caso passageiro, lhe mandou uma mensagem, convidando-o para “ir tirar leite” no sítio. O rapaz perguntou se ela não estava casada e a mulher disse que sim, mas explicou que o marido estava em Corumbiara.
 
O vilhenense recusou a proposta, mas a sitiante perguntou se ele não toparia fazer “um serviço” pra ela. Imaginando que se tratasse de algum trabalho na roça, o rapaz deu o telefone de Adelino, que tem experiência em trabalhos braçais.
 
Só quando o contato já havia sido passado, a agora viúva contou que o “serviço” era assassinar o marido. O interlocutor, então, teria aconselhado a coloradense a não fazer aquilo.
 
O entrevistado garante que as mensagens em seu celular, que chegou a ser confiscado por policiais que investigam o crime, provam que ele não teve qualquer participação, nem indireta, no homicídio.
 
Mesmo com a confissão na polícia, a mandante do crime está em liberdade.

Fonte: Folha do Sul

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