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Ameaça real: o que o Santos pensa sobre o interesse de Palmeiras e Racing em Jorge Sampaoli
Diretoria do Peixe está preocupada com o futuro do técnico argentino no clube

Por Gabriel dos Santos e Leonardo Lourenço
Publicado 04/12/2019
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Foto: Ivan Storti/Santos FC

O interesse do Palmeiras é uma ameaça real à continuidade do técnico Jorge Sampaoli no Santos, segundo avaliação de dirigentes na Vila Belmiro.

No clube, a sensação é de que o argentino se colocou no mercado e aguarda a definição das vagas que estarão abertas ao fim da temporada para decidir sobre o futuro.

Há incômodo no Santos sobre a forma como Sampaoli tem lidado com o assédio de outros clubes. O técnico não expõe a situação à diretoria – ele mantém relação ruim com o presidente José Carlos Peres e se reportava apenas ao ex-superintendente Paulo Autuori, que deixou o clube há dez dias.


O cenário indica ao santistas que é improvável que Jorge Sampaoli continue à frente da equipe em 2020, quando o Santos disputará a Libertadores, apesar de o contrato do argentino terminar somente no final do ano que vem.

Sampaoli tem repetido que tomará sua decisão baseado no que o clube lhe oferecer para a próxima temporada. Ele exige uma equipe com condições de disputar títulos, mas os sinais recebidos apontam em outra direção.

Peres já falou, de forma clara, que a expectativa é de baixo investimento e apostas na base. O orçamento aprovado para o ano que vem é menor do que o de 2019. Não serão feitas grandes contratações e ainda há a possibilidade de perda de peças importantes do elenco, como Gustavo Henrique e Jorge, ambos em fim de contrato, sem previsão de reposição à altura.

Sampaoli sabe que 2020 será de contenção de gastos no Santos e, mesmo assim, não encerra a discussão sobre se fica ou sai da Vila Belmiro. O entendimento é de que ele aguarda ter todas as opções – os clubes que buscam novos treinadores. Em sua última entrevista coletiva, inclusive, o argentino se irritou quando perguntado sobre seu futuro e afirmou que estava focado na reta final do Brasileirão.

Um personagem importante nessa equação é o Flamengo, campeão brasileiro e da Libertadores. O técnico Jorge Jesus vive situação semelhante à de Sampaoli: tem contrato até o meio do ano que vem, mas não há certeza sobre sua permanência na Gávea após a disputa do Mundial. Uma vaga capaz de seduzir qualquer treinador do país.

Apesar de o interesse do Palmeiras em Sampaoli ter se tornado público horas após a demissão de Mano Menezes, no último domingo, o Santos não recebeu qualquer contato, ainda que informal, de dirigentes alviverdes.

Sampaoli também nega ter sido procurado por pessoas do Palmeiras. Há nele, porém, um temor sobre as trocas constantes de treinadores na Academia de Futebol – além de Mano, Luiz Felipe Scolari também foi demitido neste ano.

Quem também tenta seduzir Sampaoli é o Racing, da Argentina, que chegou a mandar o diretor Diego Milito para conversar com o treinador em Santos.

Falta ao Racing, porém, o poder econômico para competir com clubes brasileiros. A aposta é num projeto com carta branca ao treinador e a possibilidade de Sampaoli ter sucesso, enfim, em seu país natal – e apagar a má impressão deixada pela campanha da seleção argentina na Copa do Mundo de 2018.

Não menos importante é a multa para a rescisão antecipada do contrato de Sampaoli. O técnico pediu para que a cláusula fosse retirada do acordo a partir de janeiro, o que permitiria que ele deixasse a Vila Belmiro sem precisar indenizar o clube.

Há quem garanta que o pedido foi atendido, mas o presidente José Carlos Peres mantém a posição de que a cláusula se mantém. Quando questionado, Sampaoli alegou confidencialidade para não comentar.

Veículos de comunicação da Argentina informam que o Racing entende que terá que pagar para tirar Sampaoli do Santos antes do fim do contrato – algo em torno de US$ 2 milhões (cerca de R$ 8,5 milhões), segundo o “Olé”, valor próximo ao R$ 10 milhões estimados como sendo o da multa contratual.

A novela, porém, não deve terminar em breve. Sampaoli se recusa a discutir o futuro antes do fim do Brasileiro, no próximo domingo. A expectativa é de que a situação se estenda por dezembro.

 

Fonte: Globoesporte

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