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Ônibus não circulam pelo 5° dia seguido em Porto Velho, mesmo com decisão judicial
Sindicato diz que categoria segue mobilizada com movimento grevista. Greve começou no sábado (11).

Por G1 RO
Publicado 15/01/2020
Atualizado 15/01/2020
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Foto: Diêgo Holanda/G1

Mesmo com uma liminar determinando o retorno imediato de até 90% do serviço de transporte coletivo, os ônibus do Consórcio SIM não circularam pelas ruas de Porto Velho nesta quarta-feira (15). Este é o 5° dia seguido que a capital fica sem transporte coletivo.

O Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano de Rondônia (Sitetuperon) confirmou ao G1, na manhã desta quarta-feira, que a categoria segue mobilizada com o movimento grevista.

Na tarde de terça-feira (14), o desembargador Osmar Barneze, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), determinou que os ônibus voltassem às ruas para atender os moradores.

A liminar exige o retorno de 90% da frota nos horários de pico (entre às 6h00 e 8h00, das 12h00 às 14h00 e das 17h00 às 20h00) e 70% nos outros horários, porém a decisão ainda não foi cumprida.

Uma audiência de conciliação foi marcada para a tarde desta quarta-feira entre TRT, Sitetuperon, Consórcio SIM e Secretaria Municipal de Trânsito. O objetivo é que a audiência resulte em um acordo para os trabalhadores voltarem ao trabalho.

Qual o motivo da greve?

O movimento grevista, iniciado no sábado (11), acontece devido aos atrasos nos salários e benefícios dos trabalhadores, segundo o sindicato que representa a categoria.

O presidente do Sitetuperon, Francinei Oliveira, diz que os atrasos são recorrentes, mas a situação piorou porque os funcionários passaram Natal e Ano Novo sem salário e enfrentam problemas por atrasar pensão, aluguel e parcelas de veículos financiados, por exemplo.

Conforme o Consórcio SIM, ainda estão atrasados os pagamentos da 2ª parcela do 13º salário de 2019 e o salário de janeiro, que venceu no dia 6.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) divulgou nota de repúdio sobre a greve total do transporte coletivo em Porto Velho. Para a CDL, o efeito da greve é catastrófico e afeta diretamente o comércio da capital. "Os funcionários não comparecem a seus postos de trabalho, gerando atendimento de baixa qualidade, queda nas vendas e comprometendo o planejamento financeiro das empresas".

Fonte: G1 RO

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