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Coronavírus: Controle da doença é incerto e mercado de carnes será afetado
Além disso, de acordo com o Rabobank, muitos importadores enfrentam o desafio de um fluxo de caixa limitado devido ao estoque não vendido nos portos

Publicado 28/02/2020
Atualizado 28/02/2020
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Foto: Reprodução/Governo de Rondônia

O começo de 2020 indica um cenário de perturbação para a China, um dos maiores importadores de carne bovina do mundo, segundo aponta o relatório do Rabobank para o primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira, dia 27.

De acordo com o banco, o surto de coronavírus na China teve um grande impacto no serviço e comércio de alimentos, o que deve trazer um impacto mais significativo no mercado de carnes. Levando em conta o surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave, ocorrido em 2003, a expectativa é de que, com a contenção do coronavírus, possa haver uma rápida recuperação das vendas e dos níveis de comércio. Entretanto, o banco faz a ressalva de que o prazo para controle da doença segue incerto.

Para o Rabobank, a expectativa é de que as importações de carne bovina da China desaceleram no primeiro semestre de 2020, uma vez que o alto estoque de carne congelada armazenada nos mercados locais em preparação para o Ano Novo Lunar não foi usado em janeiro devido ao surto de coronavírus e atividade de serviços de alimentos acabou drasticamente reduzida.

Impactos 

Segundo o relatório do banco, os pontos de atendimento de alimentos chineses provavelmente permanecerão fechados em algumas regiões até março, enquanto em outras regiões as pessoas poderão evitar comer fora juntas. Os restaurantes de serviço rápido podem ser menos afetados, enquanto os restaurantes com hotpot e serviço completo sofrerão uma queda acentuada nas vendas no primeiro trimestre.

Diante da incerteza de controle do coronavírus no primeiro trimestre, o Rabobank entende que algumas empresas, como food service e turismo, continuem sendo interrompidas até abril ou maio. Esse menor volume de vendas significa que a demanda por carne bovina será menor do que os anos normais no primeiro semestre.

Além disso, muitos importadores enfrentam o desafio de um fluxo de caixa limitado devido ao estoque não vendido nos portos e a perdas financeiras incorridas na queda dos preços no final de 2019. Todos esses fatores atrasarão o retorno às importações normais de carne bovina para no início do segundo trimestre, com maior probabilidade para o terceiro trimestre.

Apesar disso, o banco espera que as importações de carne bovina da China continuem crescendo em 2020, com uma forte recuperação na segunda metade do ano. Mas as importações serão mais lentas do que em 2019.

Fonte: Canal Rural

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