Rolim de Moura,

Agronegócio
Alto Paraíso espera safra de café com produtividade média cinco vezes maior

Por Emater
Publicado 06/04/2020
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Fotos: Arquivo Emater

Em Alto Paraíso, os produtores de café já começam a colher os resultados dos investimentos na recuperação das lavouras antigas e da introdução de clones, recomendados pela pesquisa e pelo serviço de assistência técnica e extensão rural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater). Os agricultores familiares assistidos esperam um aumento na produtividade de café nesta safra de quatro a cinco vezes o que foi colhido em 2016, no início da recuperação das lavouras.

O município sempre foi forte no cultivo do café, um dos carros chefe da economia agrícola na região, no entanto, na última década, os levantamentos feitos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), juntamente com a Emater, para verificar a expectativa de safra, vinham revelando uma forte queda na produção, resultados que se confirmavam na pesquisa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicando uma produtividade média de no máximo 12 sacas por hectare.

Os dados das pesquisas motivaram uma reação dos produtores e entidades do setor agrícola, e para mudar a situação foram implantados em Alto Paraíso dois projetos oficiais de assistência rural, executados pela Emater: o Diagnostico Rural Sustentável (DRS, café paraíso) e a Chamada Pública do Café (lote 11), através de convenio com o antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

“Os projetos incentivavam a cultura com crédito rural facilitado e assistência técnica sistemática”, disse a engenheira agrônoma, Rosangela Veiga, gerente local da Emater.

Outra ação fundamental destacada foi a distribuição de mudas de café cloral pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), onde as produtividades melhoraram a ponto de, nesta safra, se esperar até 80 sacas de café por hectare nas áreas assistidas.

“Os resultados ainda não são melhores porque os produtores não conseguem arcar com todos os custos para introdução imediata da alta tecnologia, já disponível no mercado, como irrigação, fertilizantes, corretivos e defensivos modernos”, explicou Rosangela Veiga, que acredita que a cafeicultura da região tem potencial para chegar a 120 sacas por hectare.

Fonte: Secom - Governo de Rondônia

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