Rolim de Moura,

Unidades militares do Estado de Rondônia lembram com breves homenagens o Dia do Soldado
Em solenidade interna, a qual deverá comparecer o governador Marcos Rocha, o comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva entregará medalhas de reconhecimento a alguns soldados e oficiais

Publicado 25/08/2020
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Por determinações do Ministério da Defesa, no sentido de manter o distanciamento social, na atual fase de combate à Covid-19, os comandos das unidades militares em Porto Velho e todo o Estado de Rondônia limitarão a breves atos a homenagem ao Dia do Soldado.

A data comemorativa no dia 25 de agosto homenageia o Patrono do Exército Brasileiro, Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, que nasceu no mesmo dia, em 1803, na Vila de Porto Estrela (RJ), mais tarde conhecida por Duque de Caxias.

Um banner de agradecimento está afixado desde a semana passada em frente ao Quartel da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Brig Inf Sl), a Brigada Forte Príncipe da Beira.

Em solenidade interna, a qual deverá comparecer o governador Marcos Rocha, o comandante da 17ª Brig. Inf Sl entregará medalhas de reconhecimento a alguns soldados e oficiais. Entre as medalhas, estão a do Pacificador, outorgada a militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea por prestarem relevantes serviços ao Exército e à Pátria; a Medalha Militar de Ouro, outorgada a militares do Exército por terem completado 30 anos de bons serviços prestados à Instituição; e a Medalha do Serviço Amazônico, entregue a militares do Exército pelos relevantes serviços prestados em organizações militares da região amazônica.

ORDEM DO DIA

Assinada pelo comandante do Exército, general de exército, Edson Leal Pujol, a Ordem do Dia enfatiza o papel dos soldados brasileiros. “Ao atender ao chamado da Pátria para cooperar com as agências governamentais em obras de infraestrutura, pavimentando, perfurando, transpondo ou construindo; no combate aos incêndios florestais e à pandemia da Covid-19, realizando ações de desinfecção, doações de sangue, produção de equipamentos de proteção individual e levando apoio médico e logístico nos centros urbanos e nas mais longínquas aldeias indígenas da Brasileira Amazônia, assim como Caxias, não espere louvores ou reconhecimento”.

Na íntegra, o documento:

Soldado Brasileiro! É tempo de reverenciar o Invicto Marechal.

Do mais graduado oficial ao recruta recém-incorporado, do vivo galope, coloque seu cavalo ao passo. Faça um intervalo nas complexas tarefas da administração pública nos quartéis-generais. Apenas por alguns momentos, silencie a fuzilaria dos estandes, o ronco dos motores dos carros de combate, das motoniveladoras nas estradas, de norte a sul do Brasil, e os tiros das armas pesadas nos campos de instrução. Alto! Cessar fogo! É tempo de rememorar a personalidade e os feitos de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

Nascido em 1803, na Vila do Porto da Estrela, no município do Rio de Janeiro que hoje leva seu nome, assentou praça no 1º Regimento de Infantaria de Linha da Corte, aos cinco anos de idade. Naquela época, era comum, nas famílias com tradição militar, que os jovens infantes, desde tenra idade, fossem iniciados nas lides castrenses.

De Alferes, em 1818, até Marechal, em 1863, galgou todos os postos da hierarquia militar. Político, presidente do Conselho de Ministros, deputado e senador do Império, entre muitas outras funções que exerceu ao longo de sua brilhante carreira, nunca deixou de ser, principalmente, soldado. Suas atitudes, palavras e pensamentos, sempre calcados na hierarquia e na disciplina, em qualquer situação, seja no meio civil, seja no militar, patentearam o Duque como amálgama de virtudes do cidadão e do combatente terrestre.

Mas, de Caxias, não basta admirar os feitos, nem seus relevantes serviços prestados à nação brasileira. A suprema homenagem à sua memória é renovar, nesta data, o firme propósito de tê-lo como exemplo de cidadão e de soldado, cultivando, em cada um de nós, as qualidades que em tão alto grau ele possuía.

Soldado brasileiro! Em missões reais na faixa de fronteira ou nas operações de garantia da lei e da ordem, em apoio a órgãos de segurança pública, nas ações de socorro à população afetada por calamidades de toda a espécie, dos Pampas à imensidão amazônica, nas patrulhas terrestres e fluviais ou empregando os meios aéreos da nossa aviação, guarnecendo instalações altamente sensíveis e combatendo delitos transfronteiriços e ambientais, quando o sono, o frio e o cansaço lhe abaterem a face, lembre-se de Caxias nas Campanhas do Prata, doente e assoberbado de trabalho, mas sempre inflamado no mais saudável e cativante entusiasmo.

Soldado brasileiro! Quando a verdade transfigurada, a notícia infundada ou a narrativa manipulada lhe aviltar a honra, tentando desacreditar a grandeza da sua missão, antes de voltar-se contra esse injusto menosprezo, lembre-se de que a calúnia também tentou tisnar a glória de Caxias, mas isso não impediu que o guerreiro fosse também pacificador, mostrando assim que, se era boa a têmpera da espada, melhor era seu coração.

Soldado brasileiro! Nas operações internacionais de paz em curso no Sudão do Sul, na Costa do Marfim, no Líbano e em muitas outras que contam com contingentes de militares brasileiros, ou nas atividades de caráter humanitário, como a Operação Acolhida, quando a distância e a saudade dos entes queridos dominarem seus pensamentos, alente-se pelo exemplo legado por Caxias, ao demonstrar completo desprendimento e espírito de sacrifício, deixando as comodidades e o conforto do lar para defender a integridade territorial do País na Balaiada, durante as Revoltas Liberais em São Paulo e Minas Gerais e na Revolução Farroupilha.

Soldado brasileiro! Ao atender ao chamado da Pátria para cooperar com as agências governamentais em obras de infraestrutura, pavimentando, perfurando, transpondo ou construindo; no combate aos incêndios florestais e à pandemia da Covid-19, realizando ações de desinfecção, doações de sangue, produção de equipamentos de proteção individual e levando apoio médico e logístico nos centros urbanos e nas mais longínquas aldeias indígenas da Brasileira Amazônia, assim como Caxias, não espere louvores ou reconhecimento. O velho marechal dispensou qualquer espécie de ostentação em suas honras fúnebres, assim exprimindo seu último e humilde pedido: “só desejo que me mandem seis soldados, escolhidos dos mais antigos, e de melhor conduta, dos corpos da guarnição, pra pegar as argolas do meu caixão”.

Soldado brasileiro! Quando os arautos do pessimismo ou os analistas de plantão tentarem fazer surgir na sua imaginação a falsa impressão de um futuro sombrio para a nossa Nação, evoque a imagem de Caxias, sempre cheio de fé e amor pátrios, pois ela despertará a mais viva esperança nos destinos de um Brasil mais justo e soberano.

Soldado brasileiro! Se o destino o levar aos campos de batalha na defesa intransigente da Pátria, missão precípua para a qual é preparado e equipado, e o fragor da peleja entorpecer seu poder de combate, não olvide Itororó, quando Caxias, ereto no cavalo, a espada curva desembainhada, arrojou-se impávido sobre o inimigo, acompanhado pelos batalhões galvanizados pelo chamamento “Sigam-me os que forem brasileiros!”. A carga foi irresistível e o oponente completamente derrotado.

Soldado brasileiro! Para ser digno de todas essas qualidades, tome como exemplo para a sua vida o legado do Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, Patrono do Exército Brasileiro.

Viva o Duque de Caxias! Parabéns, soldado do Exército Brasileiro!
Brasil acima de tudo!