Rolim de Moura,

Embrapa e Rioterra firmam parceria para revitalização de áreas degradas em Rondônia
Ideia é mostrar várias tecnologias para restauração de terras e alguns casos que tiveram sucesso de adequação ambiental. Ações começam já neste segundo semestre.

Por G1 RO
Publicado 29/08/2020
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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou uma parceria com o Centro de Estudos Rioterra (CES), neste mês de agosto, visando proporcionar nas propriedades rurais uma recuperação/adequação ambiental e o fortalecimento da cadeia de produção florestal e agropecuária do estado.

Essa parceria tem o objeto de promover ações que podem beneficiar o setor produtivo, principalmente a agricultura familiar, que é o público alvo do Projeto Integrado da Amazônia (PIAMZ).

Segundo o Embrapa, existem diversas formas de realizar a recuperação de áreas de preservação permanente (APP's) e de reserva legal, adaptando-se à realidade do produtor.

Para o pesquisador Henrique Cipriani, da Embrapa, a recuperação de APP trata de uma ação complementar às atividades agropecuárias e elas não devem entrar em conflitos durante sua execução, uma vez que a propriedade se beneficia dos serviços ambientais prestados e podem ter também benefícios econômicos.

Qual o objetivo do projeto?
A ideia é mostrar várias tecnologias para restauração de terras e alguns casos que tiveram sucesso de adequação ambiental, segundo a Embrapa.

Os casos que tiveram êxito serão divulgados detalhadamente para outros produtores, com as devidas orientações, para que possam adaptar conforme as suas realidades.

Também serão estudados casos 'sem sucesso', para assim explorar as principais causas e criar uma estratégia de correção, subsidiando outros projetos.

A avaliação de resultado das metodologias de restauração florestal, utilizando de avaliação de impactos ambientais de inovações tecnológicas agropecuárias, é outro diferencial que a Embrapa promete, juntamente com a Rioterra.

Neste sistema, por meio de um conjunto de matrizes multicritério, são integrados indicadores que mostram desempenho de inovações tecnológicas e práticas de manejo adotadas no desempenho das atividades rurais.

Sete aspectos de avaliação são considerados, incluindo uso de insumos e recursos, qualidade ambiental, respeito ao consumidor, emprego, renda, saúde, gestão e administração.

Início do projeto de recuperação de áreas
A Embrapa informou que o projeto de recuperação das áreas degradas inicia no segundo semestre de 2020 e seguirá até julho de 2021

A ideia é envolver produtores de diversas localidades de Rondônia, especialmente nos territórios Madeira Mamoré e Vale do Jamari. Porém, os resultados podem ser aplicados em toda a Amazônia, com adaptações.

Fonte: G1 RO