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Em Rolim de Moura, denúncia sobre violência obstétrica continua sendo investigada
Confira a defesa do médico

Gregório Max Caceres Rodrigues
Publicado 25/03/2019
Atualizado 30/03/2019
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O caso de Violência Obstétrica que repercutiu e ainda está repercutindo na cidade de Rolim de Moura e região, continua sendo investigado. Na manhã desta segunda-feira, 25, o médico acusado teria sido convidado para se apresentar na reunião da Comissão de Constituição e Justiça na câmara municipal de vereadores, mas através de seu advogado, se pronunciou por documento.

O caso, segundo a denunciante e suposta vítima, ocorreu na data de 13 de janeiro deste ano de 2019, no Hospital Municipal, João Amélio da Silva, em Rolim de Moura.

Segundo a defesa do Médico, ele explicou que o motivo de seu não comparecimento na comissão, devido ao caso já estar sendo apurado em Inquérito Policial, bem como na esfera administrativa, e alega que o seu comparecimento poderia criar maiores especulações e atrapalhar as investigações.

O médico ainda encaminhou em anexo, uma cópia do depoimento prestado a autoridade policial, e disse que já está tomando as devidas providencias pelas vias legais, afim de que a verdade prevaleça e a justiça seja feita.

Em seu depoimento, que a redação do Rolim Notícias teve acesso com exclusividade, o médico disse, antemão, que é vítima, e que é médico há 37 anos, e que já realizou 5 mil partos normais e 7 mil cesárias. As denúncias feitas por Ana Deise não condiz com o que de fato aconteceu.

Ele afirma que todo o tratamento dele com a paciente e a Doula, foram todos de modo correto, conforme a disciplina médica recomenda. E que no ato do parto, ele teria recomendado para a paciente que seu parto teria que ser Cesária, haja vista que a paciente já havia feito este procedimento em outro parto.

A paciente teria insistido no parto normal, relata o médico, porém ele o orientou dos riscos destes procedimentos. Após cerca de 08 horas de tentativa de realização do parto norma e não ter ocorrido a dilatação completa do útero e da vagina e também constatou que a bebê teria entrado em estado de sofrimento fetal, e a bebê corria o risco de morte, optou-se pelo parto Cesário de urgência.

O médico ainda disse que o parto e todos os outros procedimentos foram todos devidamente informados a paciente. E no momento do parto, foi verificado que a bebê estava com o cordão umbilical enrolado em seu pescoço, sendo um dos fatores que o impediu da não realização do parto normal e também a falta de líquido amniótico.

Em relação a acompanhante da paciente, a Doula, na sala de ginecológica, o médico teria solicitado o documento de identificação, porém a mesma não teria apresentado, fato que se quisesse acompanhar o evento, teria que assinar o prontuário da paciente, sendo recusado pela Doula, em seguida pediu para ela se retirar da sala para que o ato médico fosse realizado. A Doula se recusou a sair da sala, o médico lhe informou que iria acionar a promotoria por estar perturbando a realização no trabalho médico, em seguida a Doula decidiu e se retirou-se da sala.

Por informações de terceiros, o médico afirmou que uma enfermeira permaneceu no hospital fazendo manobras de apalpação de no abdômen para estimular o parto da paciente na enfermaria de repouso.

O médico alegou também que em outra data, a cerca de 5 meses, em um procedimento de parto, Doula acompanhou o parto normal de uma paciente com indicação de parto normal, que neste evento, Doula havia interferido no procedimento, impedindo a realização de episiotomia, que não houve nenhuma discussão e atrito.

Em relação ao parto da paciente, o médico não ter tratado ela com grosseria ou com qualquer outro ato de constrangimento, e aplicou a anestesia na paciente devido ao ato ter sido de emergência, e que o ato dele aplicar a anestesia é de praxe em procedimentos de tal natureza.

Sobre a cicatriz de cirurgia, o médico alegou que a paciente já possuía outra cicatriz de outra cirurgia, sendo necessário um novo corte sobre esta cirurgia, o qual possuía ondulações na cicatriz, e afirma que não houve sequelas ou deformidade, pois, a nova cirurgia ficara como anterior, levando um tempo para a normalização do ato cirúrgico.

A final, o Médico afirmou, que todo contato com a paciente foi técnico e profissional, e que em relação as acusações, ele irá representar Ana Deise mediante uma queixa-crime após juntar todos elementos probatórios.

Ao final da leitura do depoimento do médico a Comissão de Constituição e Justiça, os vereadores decidiram que irão fazer um relatório dos fatos narrados, pois as narrações da Secretária Municipal de Saúde, Simone Paes, pela Drª Daniele que é a responsável pela fiscalização, e pelo Médico acusando não estão em concordância. Este relatório será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO), para a Sindicância que será montada na prefeitura e para a Delegacia de Polícia Civil que investiga o caso.

Confira a denúncia completa da paciente na matéria a seguir: Clicando aqui!

Assista a Reunião da Comissão de Constituição e Justiça com a leitura do inquérito na integra:

Fonte: Rolim Notícias

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