Rolim de Moura,

Pesquisa do IBGE diz que 8,1% rondonienses deixaram de fazer atividades habituais por motivo de saúde
Das 143 mil pessoas dentro desse índice, os motivos entre 26 mil estão relacionados ao trabalho. Maioria são mulheres e 59% dos rondonienses são sem instrução ou com ensino fundamental incompleto.

Por G1 RO
Publicado 06/09/2020
Atualizado 06/09/2020
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Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na sexta-feira (4), apontou que, em 2019, 143 mil dos rondonienses (8,1%) deixaram de fazer suas atividades habituais por motivo de saúde. O estudo indica ainda que, dessa quantidade, o problema entre 26 mil deles estava ligado ao trabalho.

O levantamento é resultante do Primeiro Volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019. O IBGE considerou como "atividades habituais" ações como ir ao trabalho ou à escola, se exercitar, cuidar da casa, entre outros.

De acordo com o IBGE:

  • 58,7% dos rondonienses envolvidos na pesquisa são mulheres;
  • 32,5% têm entre 40 e 59 anos; e
  • 59% são pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto nessa situação no ano passado.

Ainda segundo o IBGE, dos rondonienses que deixaram de fazer suas atividades habituais, 48 mil (33,4%) são acamados (quem passa longos períodos em uma cama). A maioria continua sendo mulheres: são 29 mil contra 19 mil homens. Pessoas entre 40 e 59 anos também representam boa parte dos acamados: são 33,5%.

O estudo também apontou que 124 mil rondonienses ficaram internados por 24 horas ou mais nos 12 meses que antecederam a coleta de informações à pesquisa. Desses, 90 mil (72%) recorreram ao Sistema Único de Saúde (SUS) para serem internados.

Com relação ao plano de saúde, o PNS 2019 cita que 13,8% das pessoas contavam com algum plano, seja médico ou odontológico. A maioria dos rondonienses com plano de saúde têm entre 30 e 39 anos.

Domicílios

Rondônia também tem uma taxa um pouco maior de morador por domicílio do que a média em todo o país, conforme o estudo. No estado são três moradores por residência, enquanto no Brasil o índice fica em 2,9. Do ranking entre os cinco estados com maiores taxas, quatro são do Norte, sendo:

  • Amapá (3,8);
  • Amazonas (3,5);
  • Roraima (3,4);
  • Pará (3,3); e
  • Maranhão (3,3).
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Fonte: G1 RO

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